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A oportunidade que surge com os erros


Sandra Helena Wingand Cardoso

O caminho para a excelência é uma trajetória de grandes desafios. A todo o momento nos deparamos com a nossa limitação de fazer a coisa certa, na hora certa, para as pessoas certas. O vasto cabedal de conceitos não nos dá a chave para o sucesso, é preciso muito mais. A missão do Propeq está em sensibilizar, disseminar e articular a melhoria da gestão por todas as organizações, contribuindo para o desenvolvimento de todos.

Na caminhada de fazer tudo isso acontecer enfrentamos obstáculos contínuos, algumas vezes conseguimos atingir o objetivo traçado, outras vezes, não. Quando temos sucesso em alguma ação o gostinho é muito bom, mas a sensação dura pouco, como uma noite de Cinderela, pois no dia seguinte estamos correndo atrás de analisar o que pode ser incrementado, convivendo com as abóboras, a realidade de nossos processos, que muitas vezes não estão adequados aos nossos objetivos. O sucesso trás um gostinho muito bom e a vontade de que outras noites de brilho e sucesso aconteçam, mas é preciso não se deslumbrar e nem se perder na visão curta de que se chegou no patamar de excelência quando isso acontece.

Quando não conseguimos obter o reconhecimento que desejamos é bem doloroso e dura mais, dura muito mais e a sensação é de um certo desalento comparado com o esforço e a energia colocada na realização do empreendimento. Passada a dor ou ainda sentindo-a de forma mais racional vem a importância de %u201Crodar o PDCA%u201D, avaliar as práticas destacando o que deve ser mantido, o que deve ser mehorado e que outras ações podem ajudar a minimizar os erros e aumentar as pontencialidades. Este é um momento muito rico quando a equipe de trabalho é estimulada a verificar o planejamento, a execução e os resultados das ações, através do nível de satisfação dos eventos e da percepção de cada um.

É nesse momento que os referenciais teóricos podem ajudar o time de trabalho a identificar onde foi que as falhas mais se concentraram: no planejamento, no processo, nas pessoas, nos fornecedores, nos padrões adotados, nas informações utilizadas. É preciso avaliar as práticas e padrões para ajustá-las, no sentido de buscar mehores resultados. É nesse momento que o aprendizado é gerado na equipe, todos têm a possibilidade de refletir sobre as ações tomadas e trocar informações entre si, exercitando o ouvir, o falar com propriedade e o cooperar para um bem comum.

Para não dispersar o aprendizado é preciso modificar os padrões de trabalho e treinar todos os envolvidos. Aí começa tudo de novo. Que grande chance! A vontade é de acertar e viver mais um momento de brilho. Que desafio! Aí vem a dúvida se vamos conseguir ou não, mas sabendo antemão que serão minimizadas com a aplicação dos novos padrões de trabalho.

O que mais importa é que devemos continuamente focar o caminho da excelência, um trajeto que exige aceitação das falhas, persistência na melhoria das práticas, cooperação com as pessoas, humildade com o fracasso, responsabilidade com o sucesso e respeito com o cliente. O processo de aprendizado é lento, mas deve ser encarado com coragem e vontade, só assim poderemos chegar à maestria de nossas práticas. O fracasso, assim como o sucesso, devem ser encarados como sinais que nos indicam se estamos ou não no caminho certo.

As práticas de aprendizados, ou seja, avaliação dos processos devem acontecer a todo instante, para potencializar ações ou para promover ajustes. Devo dizer que é assim que estamos tentando fortalecer nossa missão. O que fica disso tudo é que o mais importante é a prática, os referenciais teóricos são também importantes para nos dar uma explicação melhor do que fazemos e do que devemos fazer, mas não devemos prescindir da realização, da experiência, da troca. Isso é o que nos faz inteiros para entender o nosso crescimento como organismos vivos.







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